Trilha ecológica na Matinha Municipal
A trilha ecológica como um recurso pedagógico tem se mostrado um elemento motivador na apropriação dos princípios da Educação Ambiental visando desenvolver principalmente, o sentimento de valorização, preservação e conservação do ambiente, no educando. Esta atividade prática foi realizada com alunos do 4º e 5º ano do ensino fundamental, utilizando para tal a área da “Matinha do Municipal”, onde aproveitamos uma trilha que já existia na localidade. As trilhas ecológicas utilizadas como ferramenta de Educação Ambiental costumam ser de grande valia para a aproximação dos alunos com o ambiente natural, além de ser um meio de aprendizagem na prática, que faz com que o aluno se sensibilize para a manutenção do equilíbrio ecológico.
Em uma roda de conversa foi introduzido o tema, através de algumas perguntas e questionamentos, levando ao pensamento crítico e reflexivo.
Informações sobre o local da trilha.
Segundo fontes orais, a Matinha Municipal pertence à prefeitura de Cambuí desde o início
do século XX, e apresenta uma área total de 12.000 m2
. Localiza-se na mesma região onde foi
instalada a Vila de São Vicente. Ou seja, isso ocorreu em uma pequena rua com casas construídas
pela Prefeitura visando uma maior e melhor assistência à população.
O campo de futebol (com medidas de 110 m x 65 m) foi o primeiro a ser construído neste
local em 1965. Em seguida foram construídos também o Ginásio Poliesportivo e o Recinto do
Rodeio (que hoje é utilizado como garagem da Prefeitura).
A Matinha Municipal consiste de um local bastante encharcado que apresenta diversas
minas d’água. Assim, a mata não existiria se não fosse encharcada. As águas da mina permitiram
a formação de uma lagoa natural.
Seu processo de preservação teve início no ano de 1965, onde foram introduzidas apenas
algumas espécies vegetais, considerando que a Aroeira (Myracroduon urundeuva Fr. All; Família
Anacardiaceae) compreende a espécie mais numerosa presente na mata nos dias de hoje. Além
disso, é possível encontrar ainda algumas madeiras de lei, como o Cedro (Cedrela fissilis Vell.;
Família Meliaceae). Entretanto, a fauna é considerada nativa, ou seja, nenhuma espécie animal
foi introduzida na mata.
Somente em 1996 iniciou-se um processo de revitalização urbanística no Conjunto
Paisagístico da Matinha Municipal com o objetivo de proporcionar uma continuidade do trabalho
de preservação iniciado há 30 anos.
Para a entrada da mata, instalou-se um portal com a sua devida identificação. Logo à
direita, foi construída uma espécie de pracinha anexa à entrada da mata, apresentando uma
placa de identificação. Além disso, foi construída uma escadaria para possibilitar uma maior
facilidade ao acesso da mata. Ao final dela, foi instalada uma fonte, que nos tempos da inauguração
era aberta ao público, porém, depois de um certo tempo, devido à ocorrência freqüente de
problemas intestinais na população, essa água teve que ser desligada, pois frequentemente a
análise da água apresentava coliformes fecais.
Como foi citado acima, devido ao encharcamento da área pelas águas das minas, foi
possível a formação de um lago natural logo na entrada da mata. Nele, havia uma pequena
população de peixes, o que permitia a introdução de um centro de lazer, como o Pesque-Pague.
Além disso, foram construídos um pequeno lago e um viveiro para aves aquáticas. Ao longo da
mata, foram abertas trilhas com alguns bancos de madeira, que hoje encontram-se muito mal
conservados. A pavimentação consiste de terra batida e hoje se encontra desnivelada e irregular
em alguns trechos. É importante dizer ainda que foi instalada uma iluminação adequada em
algumas partes desse perímetro, o que permite o lazer até mesmo na ausência da luz do sol. ( https://www.prefeituradecambui.mg.gov.br/patrimonio/arquivos_patrimonio/dossies_bens_tombados/dossie_tombamento_matinha_municipaL_2009.pdf )
Para finalizar nossa trilha ecológica realizamos um piquenique consciente visando evitar ao máximo gerar lixo e a alimentação saudável. Os alunos foram orientados a levar bolos, sanduíches, e para evitarem levar produtos embalados, como salgadinhos, bolachas e refrigerantes.









