Preaload Image

Sim , todos somos pedestres!

Quem caminha deve ser cuidado por todos nós, ciclistas, motociclistas e motoristas. Deveria ser como nas famílias grandes, nas quais os irmãos maiores cuidam dos menores. Uma ação legal seria uma campanha de educação para – me perdoe, mas vou usar uma palavra banalizada – empoderar o pedestre. Algo que mudasse a perspectiva e a consciência a ponto de a prioridade nas ruas passar a ser as pessoas e não o modo como elas se deslocam.

Um pedestre seguro é capaz de, por exemplo, fazer um carro parar em uma faixa de travessia sem sinal específico para que ele atravesse. Hoje, infelizmente, estão todos acuados.

Os tempos de faróis também precisam levar em conta quem vai a pé e não apenas os carros. Não é justo que o cidadão seja obrigado a fazer uma travessia em menos de 10 segundos, assim como não é possível que dezenas de pessoas se aglomerem em uma esquina aguardando que o sinal feche para que os carros possam passar. É fundamental também construir calçadas decentes e ampliar a iluminação pública.

Ao mesmo tempo, está mais do que na hora dos pedestres assumirem a responsabilidade pela própria segurança e não apenas deixá-la nas mãos dos ciclistas, motociclistas e motoristas. Isso significa que atitudes básicas, como olhar antes de atravessar, usar a faixa de segurança sempre que possível e deixar a esquerda livre para que todos possam passar . Também é preciso andar atento, com os olhos longe do celular.

Todas as ciclovias da cidade são compartilhadas com pedestres. Tudo bem, pois acredito que com gentileza cabemos todos. Mas nesses locais é mais do que fundamental que quem vai a pé ao menos ande em linha reta e saiba que bicicletas passam por ali. Ter noção do espaço que se ocupa é fundamental. Ou seja, um corpo que carrega uma mochila, uma bolsa grande, uma caixa ou um guarda-chuva ocupa mais espaço e qualquer movimento brusco pode ser perigoso.

Através de um bate papo descontraído, todos opinaram sobre os direitos e deveres do pedestre. Bacana de mais ouvir a galerinha participativa e cada qual com uma vivência familiar diferente.

Depois, cada um ganhou em uma folha o jogo dos sete erros , onde tinha cenas do cotidiano nas vias públicas.

Um trabalho espetacular, com gostinho de quero mais!

Arteris 2019!