“Raízes do Futuro: Cultivando o Cerrado e a Mata Atlântica”
Título do Projeto: “Raízes do Futuro: Cultivando o Cerrado e a Mata Atlântica”
Disciplinas Envolvidas:
Geografia (principal), Ciências.
Professora Responsável pela implantação: Renata Ap. de Marco Ferreira.
Séries Envolvidas:
Início no 6º ano, com acompanhamento até o 9º ano
Duração:
Projeto contínuo (6º ao 9º ano)
Objetivo Geral:
Despertar a consciência ecológica nos estudantes por meio do cultivo e plantio de árvores nativas dos biomas Cerrado e Mata Atlântica, promovendo a arborização urbana e a valorização do meio ambiente local.
Objetivos Específicos
- Conhecer as características dos biomas Cerrado e Mata Atlântica.
- Identificar espécies nativas desses biomas.
- Desenvolver responsabilidade e cuidado com o meio ambiente.
- Compreender o processo de germinação, crescimento e plantio de árvores.
- Estimular o protagonismo juvenil e o trabalho em equipe.
Etapas do Projeto
6º Ano – Conhecimento, Germinação, cuidado e manutenção
- Conteúdo: Biomas brasileiros, com foco no Cerrado e Mata Atlântica (biomas da região)visto que estamos em uma área de transição entre Domínios Morfoclimáticos[1]; importância das árvores para o meio ambiente urbano, sobretudo após os incêndios de 2024.
- Atividades:
- Aulas teóricas e expositivas com mapas, vídeos e debates.
- Saída de campo para conhecer exemplares nativos da região no viveiro do Sr. Robertinho Puga, grande ambientalista do município de Brodowski.
- Oficinas de germinação: preparo de sementes e plantio em recipientes reutilizáveis.
- Registro do processo em diários de bordo (caderno) da turma.
- Criação de placas de identificação das espécies com informações geográficas e ecológicas.
- Cuidado com as plantas (regas, adubação orgânica, etc).
7º Ano – Acompanhamento e Educação Ambiental
- Conteúdo: Impactos ambientais urbanos, mudanças climáticas e sustentabilidade.
- Atividades:
- Manutenção das mudas: replantio para vasos maiores, controle de pragas e irrigação.
- Aulas interdisciplinares com Ciências e Arte (confecção de suportes, pinturas de vasos).
- Palestras com especialistas em meio ambiente.
- Criação de uma campanha de conscientização sobre arborização urbana.
8º Ano – Preparação para o Plantio
- Conteúdo: Espaço urbano, planejamento urbano sustentável, cartografia social.
- Atividades:
- Mapeamento colaborativo (cartografia social) das áreas públicas com baixa arborização.
- Parcerias com órgãos ambientais e prefeitura para definição de locais de plantio.
- Oficinas sobre o papel das árvores na regulação térmica e na qualidade do ar.
9º Ano – Ação e Multiplicação
- Conteúdo: Cidadania, responsabilidade socioambiental e a consciência ecológica.
- Atividades:
- Planejamento e execução do plantio das mudas pela cidade.
- Entrega simbólica do “Certificado de Guardiões da Natureza” aos alunos no dia da Formatura.
- Registro audiovisual do projeto para exposição na escola ou redes sociais.
Resultados Esperados
- Aumento da arborização em áreas urbanas da cidade.
- Sensibilização ecológica dos alunos e da comunidade.
- Formação de jovens cidadãos mais conscientes e atuantes.
- Integração entre escola e comunidade por meio de ações ambientais concretas.
- Minimização dos impactos ambientais causados pela baixa arborização do município.
Materiais
– uso contínuo
- Cadernos ou fichas para diário de bordo dos alunos
- Luvas de jardinagem (pode ser comunitário, para revezamento)
- Regras, etiquetas e canetas permanentes (para identificação das plantas)
- Regadores ou garrafas PET reutilizadas para irrigação
- Celulares/tablets (caso a escola tenha, para registro fotográfico ou vídeo)
- Armário ou espaço coberto ventilado para armazenamento dos materiais
– 6º Ano – Germinação e Início do Cultivo
- Sementes de espécies nativas do Cerrado e da Mata Atlântica (ex: ipê, jatobá, pau-ferro, pitanga, etc.)
- Recipientes reutilizáveis para semear (garrafas PET cortadas, copos de iogurte, caixas de leite, etc.)
- Terra vegetal e substrato orgânico
- Areia lavada (para mistura no substrato, dependendo da espécie)
- Peneiras (para limpar a terra, se necessário)
- Placas de papelão, madeira ou acrílico (para identificação das espécies)
– 7º Ano – Transplante e Manutenção
- Vasos maiores (também reutilizáveis se possível) ou embalagens como galões, baldes furados, etc.
- Composteira escolar (opcional, para produzir adubo com restos de lanche/orgânicos)
- Tesouras de poda (uso com supervisão)
- Inseticidas naturais (como calda de fumo)
- Tintas e pincéis (para customizar vasos, placas ou criar cartazes)
– 8º Ano – Planejamento Urbano e Conscientização
- Mapas impressos da cidade ou acesso ao Google Maps
- Papel pardo, cartolinas, canetões (para painéis e exposições)
- Computadores ou tablets (para confecção de panfletos, apresentações ou mapas digitais)
- Pranchetas (para uso em campo)
– 9º Ano – Plantio Urbano e Evento Final
- Enxadas, pás pequenas e cavadeiras (podem ser emprestadas da comunidade ou prefeitura)
- Caminhão/veículo de transporte das mudas (parceria com prefeitura ou pais)
- Estacas e tutores de bambu/madeira (para apoio das mudas no plantio definitivo)
- Cordões ou fitas para amarração das mudas
- Folderes ou folhetos educativos
- Banner do projeto para o evento
- Certificados de participação
Espécies a serem cultivadas e plantadas:
Espécies Nativas do Cerrado
- Ipê-amarelo (Handroanthus albus) – florada chamativa, símbolo nacional, resistente à seca
- Ipê-roxo (Handroanthus impetiginosus) – muito usado na arborização urbana
- Pau-terra (Qualea grandiflora) – comum no Cerrado, resistente, bonita florada
- Barbatimão (Stryphnodendron adstringens) – valor medicinal e ecológico
- Pequi (Caryocar brasiliense) – símbolo do Cerrado, importante para biodiversidade
- Cagaiteira (Eugenia dysenterica) – frutífera nativa com sabor único
- Jacarandá-do-campo (Machaerium opacum) – madeira nobre e boa sombra
- Aroeira (Schinus terebinthifolius) – resistente e de crescimento rápido
- Urucum.
- Sibipiruna.
- Murici.
Espécies Nativas da Mata Atlântica
- Pitangueira (Eugenia uniflora) – frutífera, atrai aves, ótima para áreas urbanas
- Araçá (Psidium cattleianum) – pequeno porte, ideal para pátios e calçadas
- Ipê-branco (Handroanthus roseo-albus) – florada bela e rara, adaptável
- Pau-brasil (Paubrasilia echinata) – símbolo nacional, ótimo para educação histórica
- Manacá-da-serra (Tibouchina mutabilis) – muito ornamental e fácil de cuidar
- Jequitibá-rosa (Cariniana legalis) – árvore monumental, boa para áreas maiores
- Cambuci (Campomanesia phaea) – frutífera nativa e ameaçada, ideal para projetos de conservação
- Guapuruvu (Schizolobium parahyba) – cresce rápido, ótima para áreas abertas
- Quaresmeira.
- Pitanga.
- Paineira.
- Pata de vaca.
Outras Frutíferas:
- Manga.
- Acerola.
Entre outras cujo acesso às sementes forem possíveis.
[1] AB’SABER, Aziz. Domínios Morfoclimáticos do Brasil.







